Pedro

Pedro – Teatro do Calafrio

Podíamos resumir a vida de Pedro desta forma: prometido a duas mulheres, casa com a segunda, mas está de amores pela terceira. Dá-nos, também, um Rei com a quarta. Não é perfeito?! Mas na vida de Pedro, o destino não é o amor. Mas o que interessa a História? O que é Portugal? Onde fica Portugal? Para que serve Portugal? Apenas como espaço; espaço esse onde habita um coro; coro esse que procura a tragédia; tragédia essa que é nunca recuperar o tempo. Depois de Inês, nasce a cólera. Confundida com o pensamento de justiça, Pedro, agora frio, vive como refém pelas ações do passado. Mas não há como voltar atrás e a História nunca foi um vai-e-vem. Em “Pedro”, desaprendemos o que de belo nos ensinaram pelos livros. O romantismo é carnal. O amor é apenas um pensamento, apenas palavras. Obcecado com a perda, assim nos ajuda a compreender melhor a época e a sua personalidade. Num país sem guerras, faz 10 anos, nunca umas mãos tiveram tanto sangue, sangue nosso; nosso sangue. Apesar de revisitarmos o passado, o mundo continuará exatamente como está. A História tem apenas um sentido. E Pedro também. A vida começa sempre com uma festa, mas todos sabemos como acaba. Hoje, em Portugal, faz frio. E pelas palavras de Poppe, podemos imaginar Pedro em súplica: “aquece-te!… aquece-me.”
Texto – Manuel Poppe
Encenação e Cenografia – Pedro Damião
Desenho de luz – José Neves
Música – César Prata
Operação de Luz e Som – Alexandre Costa
Produção – Alexandre Costa e Emanuel Santos
Cartaz – Pumukill
Fotografia – Alexandre Costa
Interpretação: Ana Couto, Carlos Morgado, Caroline Zeiler, Emanuel Santos, Francisco Pais, Pedro Damião, Rafael Ascensão e Solange Monteiro
Participação da oficina Degelo


Informação
  • Categoria: Teatro
  • Data: 22, 23, 24 e 25 de Maio
  • Hora: 21h30
  • Local: TMG
  • Classificação: M/6
  • Preço: 5€
  • Duração: 75m